Objetivos  

V Seminário Corpo, Gênero e Sexualidade procura discutir e problematizar o papel das práticas sociais na constituição dos corpos contemporâneos, enfatizando as práticas escolares e suas relações com a saúde, a beleza, a socialização e o trabalho.


  Histórico  

O V Seminário Corpo, Gênero e Sexualidade: instâncias e práticas de produção nas políticas da própria vida se configura a partir de uma parceria entre três universidades federais: Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA). Na organização do evento fazem parte, pela FURG, o Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências (Associação Ampla), o Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental e o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Por parte da UFRGS estão envolvidos na coordenação do evento o Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, o Programa de Pós-Graduação em Educação e o Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências (Associação Ampla).

Esse evento busca trazer para o cenário de debates as práticas, em funcionamento em diversas instâncias sociais, implicadas na produção de políticas direcionadas ao controle do corpo e à regulamentação da vida. Neste sentido, o V Seminário Corpo, Gênero e Sexualidade procura discutir e problematizar o papel das práticas sociais na constituição dos corpos contemporâneos, enfatizando as práticas escolares e suas relações com a saúde, a beleza, a socialização e o trabalho. O seminário está direcionado para professores/as da rede pública e particular de ensino, profissionais da área da saúde, pesquisadoras/es, estudantes de graduação e pós-graduação e demais profissionais interessados.

Numa sociedade voltada ao fazer viver, à medicalização, à promoção da saúde, à juvenização, à beleza, à heteronormatividade, por exemplo, temas relacionados ao controle dos corpos e, nele, dos gêneros e das sexualidades, ganham espaço no cenário social. Não se pode desconsiderar que, hoje, a mídia tem ocupado destacado lugar como veículo dos discursos “verdadeiros” - médicos, religiosos, psicológicos, jurídicos, educacionais, dentre outros -, que, ao se correlacionarem em diversas instâncias sociais, integram os processos constitutivos das subjetividades e de controle dos corpos. Ao mesmo tempo, o fluxo de informações e de tecnologias que atravessa a vida contemporânea vem gerando deslocamentos nos modos de pensar, desestabilizando certezas e criando condições para outros arranjos e tipos de relações entre os sujeitos e consigo mesmo; alteram-se as formas de entender a geração/criação da vida, o cuidar de si e do outro, o viver/morrer, os prazeres dos corpos, os riscos/os medos... Desse modo, tornam-se necessárias análises e discussões críticas sobre as condições contemporâneas implicadas na fabricação dos corpos e dos modos de existência. Parece-nos oportuno socializar e colocar em discussão as experiências e pesquisas produzidas por profissionais que vêm desenvolvendo estudos que articulam as teorizações dos campos dos Estudos Culturais e da Educação (agregando, ainda, as contribuições da História do Corpo, dos Estudos da Ciência, da Saúde, dos Estudos Gays e Lésbicos, Estudos Negros e Educação Ambiental).

As duas primeiras edições do evento foram realizadas na cidade de Rio Grande e contaram com a participação dos grupos de pesquisa da UFRGS na organização e realização do mesmo. Houve mais de 200 participantes em cada edição, o que nos permite afirmar que discussões como essas são de interesse de profissionais de áreas distintas. A continuidade do evento se deu em 2007, em Porto Alegre, com 500 participantes distribuídos entre estudantes, professores/as, pesquisadores/as e outros profissionais. A quarta edição aconteceu na FURG, em 2009, com a participação de mais de 600 inscritos.

Em 2011, o Seminário será na Universidade Federal do Rio Grande e passará a ser considerado um evento internacional, pela consolidação da participação de palestrantes, de pesquisadores/as e alunos/as, bem como pela apresentação de trabalhos de outros países, principalmente, da Região do Mercosul. O evento possui a seguinte programação: uma Conferência de Abertura e uma Mesa de Encerramento, duas Mesas Redondas – Instâncias e práticas de produção dos corpos, gêneros e sexualidades e Instâncias e práticas de produção dos corpos, gêneros e sexualidades: o Brasil na América Latina, além da apresentação de trabalhos (oral e pôster), em dez (10) eixos temáticos, que são: Corpo na mídia e a indústria de beleza/saúde; Corpo e as novas tecnologias; Corpo e a escolarização; Corpo, gênero, sexualidade e saúde; Gênero e sexualidade nas práticas escolares, Gênero, sexualidade e infância, Heteronormatividade e homofobia no cotidiano escolar; Gênero e sexualidade nas práticas corporais e esportivas escolares; Gênero e sexualidade nas práticas corporais e esportivas não escolares; e No cotidiano da ação docente as expressões das sexualidades e gênero na infância.

Nesse mesmo ano também acontecerá o I Seminário Gênero e Diversidade da EscolaGDE, que tem por objetivo reunir todos os profissionais que atuam/atuaram no curso Gênero e Diversidade na Escola no Brasil a fim de debaterem a respeito de suas experiências, produção de materiais, projetos de intervenção, entre outros aspectos. O GDE visa à formação de profissionais de educação da rede pública e aborda as temáticas de gênero, sexualidade e igualdade étnico-racial e tem como objetivo promover conhecimentos acerca da promoção, respeito e valorização da diversidade étnico-racial, de orientação sexual e identidade de gênero, colaborando para o enfrentamento da violência sexista, étnico-racial e homofóbica no âmbito das escolas.


 
 
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